Durante toda minha vida tive o privilégio e a sorte de conviver com manifestações afro-baianas e afro-brasileiras como maculelê, puxada de rede e muitas outras, pois durante muitos anos atuei profissionalmente em grupos folclóricos com os quais tive oportunidade de viajar por países da Europa realizando espetáculos.
Nessa época, eu jogava capoeira, já tocava violão, cavaquinho e alguns instrumentos de percussão como o berimbau, o atabaque, o pandeiro, entre outros.
A curiosidade sobre o universo das manifestações afro-baianas me impulsionava a buscar sempre mais do que era exigido. Me recusei a ficar na superfície do conhecimento e mergulhei fundo nas investigações…
Maculelê
Maculelê é uma expressão cultural rica que combina elementos rítmicos e coreográficos, originando-se na Bahia, Brasil. Essa manifestação artística é um reflexo das influências africanas e indígenas, resultando em uma forma única de dança e combate.
Os praticantes do Maculelê utilizam facões, que são instrumentos cortantes, não apenas como ferramentas, mas também como parte integral da performance. A dança é marcada por movimentos vigorosos e acrobáticos, onde os facões são percutidos uns contra os outros ou contra o chão, criando um som rítmico que acompanha o compasso da cantiga.
A tradição do Maculelê é frequentemente associada a festividades e celebrações, sendo uma forma de resistência cultural e identidade para muitos grupos afro-brasileiros. As coreografias são muitas vezes improvisadas, permitindo que dançarinos expressem sua individualidade, ao mesmo tempo em que respeitam os elementos tradicionais da dança.
Além da sua importância como forma de arte, o Maculelê também desempenha um papel significativo na preservação da história e das tradições afro-brasileiras, conectando gerações e fortalecendo laços comunitários. É uma celebração vibrante que continua a encantar e inspirar tanto os praticantes quanto o público.
E sem dúvida alguma, reconheço a importância do mestre Popó. Viva o mestre Popó! O Maculelê estava esquecido e abandonado, mas graças à influência do doutor Popó, ele ressurgiu, sendo praticado e tradicionalmente apresentado durante a festa de Nossa Senhora da Purificação, na cidade de Santo Amaro. Hoje o Maculelê está difundido em todo o mundo. Viva o mestre Popó!
Parabéns meu irmão Deus abençoe esse projeto.
Sem dúvidas alguma você será reconhecido em todo mundo.
Parabéns pelo projeto!! Com certeza será muito importante e de utilidade pública. Muito boa iniciativa e original também.